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Fármaco Anticrise

Quando uma pessoa com epilepsia realiza uma cirurgia para controlar as crises, o objetivo é reduzir ou eliminar as crises de forma definitiva. Após a cirurgia, o médico avalia cuidadosamente se o paciente pode diminuir ou suspender os medicamentos que eram utilizados para prevenir as crises.
A decisão de remover essas medicações depende de vários fatores, como o tipo de cirurgia realizada, a resposta do paciente ao procedimento, o tempo sem crises após a cirurgia e a avaliação clínica e neurológica. Em alguns casos, após um período de acompanhamento sem crises, o médico pode considerar a redução gradual dos medicamentos, sempre com acompanhamento rigoroso.
É importante destacar que essa decisão deve ser tomada, exclusivamente, pelo neurologista ou epileptologista, que irão orientar o paciente sobre os riscos e benefícios, além de monitorarem de perto qualquer sinal de retorno das crises.
A remoção dos medicamentos anticrises após a cirurgia pode melhorar a qualidade de vida do paciente, reduzindo efeitos colaterais e promovendo maior bem-estar. No entanto, cada caso é único, e a prioridade é sempre a segurança e a saúde do paciente.
De uma maneira geral, na minha prática clínica, especialmente com pacientes adultos, inicio o processo de 'desmame' dos medicações após aproximadamente dois anos sem crises e com exames de EEG normais. Já em crianças, esse período costuma ser menor, e procuro reduzir os fármacos anticrises de maneira mais rápida, alguns meses logo após a cirurgia.
Se você ou alguém que conhece passou por uma cirurgia de epilepsia, converse com seu médico para entender melhor o processo e as possibilidades específicas do seu tratamento.
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